Estou mergulhado em ti, e hoje caço tesouros.
Pedra preciosa a lapidar foi o que eu encontrei.
Morro afogado num mar de lama.
Minhas ferramentas são inúteis.
Encontrei-me com a Morte, mas meu coração ainda pulsa.
Ela se mostrou viva dentro de mim.
Não há mais desejo algum, e foi você quem me deixou assim.
Sem força para mover o tecido rijo.
Transplante? De alma, pois a carcaça está deteriorada.
Escolho a culpa por ter gostando assim de ti.
Culpado, continuo a vegetar, murmurando versos tristes espremidos no fechar de mais uma porta.
Até minhas lágrimas secaram.
Cansado da vida ingrata que não me oferece recompensa alguma.
Doei-me por inteiro e não recebi nada, pago ainda hoje.
Preso nesta prisão sem muros, fadado.
Condenado ao sofrimento por simplesmente amar.
Por simplesmente amar você.
