quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Condenado

Estou mergulhado em ti, e hoje caço tesouros.

Pedra preciosa a lapidar foi o que eu encontrei.

Morro afogado num mar de lama.

Minhas ferramentas são inúteis.

Encontrei-me com a Morte, mas meu coração ainda pulsa.

Ela se mostrou viva dentro de mim.

Não há mais desejo algum, e foi você quem me deixou assim.

Sem força para mover o tecido rijo.

Transplante? De alma, pois a carcaça está deteriorada.

Escolho a culpa por ter gostando assim de ti.

Culpado, continuo a vegetar, murmurando versos tristes espremidos no fechar de mais uma porta.

Até minhas lágrimas secaram.

Cansado da vida ingrata que não me oferece recompensa alguma.

Doei-me por inteiro e não recebi nada, pago ainda hoje.

Preso nesta prisão sem muros, fadado.

Condenado ao sofrimento por simplesmente amar.

Por simplesmente amar você.